Salvo pela IoT – Internet of Things

Salvo pela IoT - Internet of Thing, ou Internet das Coisas
A vida de Toralv Østvang, um senhor norugeguês de 63 anos, foi salva graças à internet das coisas e essa é uma história que você deveria conhecer.
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Sábado, 04:32 da madrugada. O telefone de Mali Engedal toca: é a polícia. “Seu marido caiu. Está inconsciente”, avisa o policial. Ela, que nunca ouvira falar da IoT – Internet of Things, ou Internet das Coisas, estava prestes a entender a importância dessa sigla.

Em Oslo, 127km longe de casa, Mali – que passa o fim de semana na casa da mãe – fica apavorada. O policial a tranquiliza. Precisa do endereço de sua casa para verificar o que houve.

Meia hora depois, no endereço fornecido por Mali, o marido é encontrado: Toralv Østvang está no chão do banheiro. O senhor de 67 anos está desmaiado, sangrando, com um olho machucado e três fraturas na mandíbula. Não há mais ninguém na casa.

A história poderia ser um claro caso para Xeroque Rolms, mas é real. Aconteceu em fevereiro e foi só uma queda de um senhor que queria muito ir ao banheiro em uma madrugada norueguesa.

O que salvou a vida de Toralv foi um smartwatch

O detector de queda no relógio inteligente que ele usava foi acionado e chamou automaticamente os serviços de emergência. No Apple Watch, a configuração de queda é automática se você tiver mais de 65 anos e é acionada se a pessoa não se levantar depois de um minuto.

Toralv Østvang, salvo por um Apple Watch

Jeffrey Cronk, referência em lesões à coluna vertebral nos EUA, afirma que os smart bodies terão muito mais relevância nas nossas vidas no futuro que as smart homes.

Para ele, o potencial é imensurável. “Se hoje já é possível detectar arritmia, imagine em um mundo em que os wearables possam detectar um ataque cardíaco ou um AVC iminente”. Em um momento delicado sobre proteção de dados, o futuro dos wearables e da IoT – Internet of Things – é incerto.

Se de um lado temos essa sensação inquietante de que o Big Brother está nos vigiando, o lado cyberpunk da vida pode nos ajudar a previnir e resolver problemas com muito mais rapidez.

Dos wearables aos implantes de mircochips conectados à internet – ops, conectados à nuvem (mais trends, né?), há muito a ser feito e discutido. O inegável é que a quantidade de informações que criaremos sobre nós mesmo no futuro poderá proporcionar saltos de avanço gigantes na saúde humana e, de quebra, gerar muito lucro para empresas que talvez nem existam ainda.

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