Streaming pra que te quero: muita opção e pouco tempo

Streaming pra que te quero: Disney plus
Com a chegada da Disney+ ao Brasil, os serviços de streaming disponíveis são mais numerosos do que nunca.

E isso muda o jeito que consumimos entretenimento.
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5 de setembro de 2011. Esse dia provavelmente mudou o jeito que você consome entretenimento. Pensa um pouco: você já havia ouvido falar de streaming antes disso?

Enquanto Rolling in the Deep tocava e João Emanuel Carneiro escrevia Avenida Brasil, era lançado o primeiro filme do Capitão América e o último da saga Harry Potter. E no meio disso, a Netflix chegava ao Brasil. Dá pra dizer que o streaming debutou no Br.

Quinze pilas por mês, que barbada. Flw vlw tv por assinatura. Era tão barato que, mesmo com poucas opções de filmes e mesmo ficando dois ou três meses sem fazer login, a assinatura não era cancelada.

Oito anos depois, a assinatura do amado serviço de streaming já não é mais R$ 15,90. O foco já não é mais em conseguir novos filmes de outros estúdios, mas em criar produções próprias. E a interface do usuário, bom, arrasta esse carrossel e faz a uma análise se melhorou ou piorou.

E o que fazer com tanta opção de streaming?

Mas, se antes a Netflix navegava no oceano azul, hoje o cenário é bem mais competitivo (e pesadito no bolsito do consumidor). Você sabe, HBO GO, Amazon Prime Video e Globoplay já estão bem ativos. Agora, em 2020, chega ao Brasil mais um player com só um pouquinho de relevância: o Disney+.

Então, se você quer acompanhar o que rola em Avengers e Star Wars, vai ter que assinar o serviço (as produções serão canônicas). Soma aí a Pixar, a Nat Geo, a divisão de entretenimento da Fox recém comprada e, claro, as próprias produções Disney… Tu começa a perceber que o serviço de streaming do Waldisnei não chega pra buscar o empate fora de casa.

O lançamento contará com 500 filmes e sete mil episódios – os episódios das séries serão lançados semanalmente, segura um pouco esse binge-watching.

E o que fazer com tanta opção?

Bem, voltando pra nossa vida de pagadores de boletos. O que vai acontecer com o nosso comportamento diante de tanta opção? Poderemos gastar uma grana considerável pra assinar tudo ao mesmo tempo (uns R$150/mês pra todos eles) ou ir saltando de plataforma pra plataforma, cancelando e renovando assinaturas.

O comportamento adotado pelos consumidores é o que vai moldar as estratégias que os serviços usarão para evitar que seus assinantes fiéis não se tornem assinantes boomerangs.

E, enquanto eles vão pensando em como evitar isso, nós ficamos aqui esperando ansiosos pra gastar nossos dinheiros com gosto – vem ni nóis Star Wars: The Mandalorian.

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